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Ibrasurf
Um surfista na Câmara dos Deputados
O paulistano William Woo cumpre mandato como deputado federal e acumula experiência no universo do Surf. Surfista há 25 anos, ele confessa que não tem mais tempo para praticar o esporte, devido à agenda cheia e à distância de Brasília do mar. Em contrapartida, Woo mata a “fissura” apoiando eventos de surf pelo país e acompanhando revistas e sites especializados.
O deputado é um dos principais parceiros do Instituto Brasileiro de Surf, oferecendo total apoio ao surf universitário nos circuitos paulista e brasileiro, promovidos pelo Ibrasurf. “É uma oportunidade de os atletas pontuarem e conseguirem bolsas de estudos nas universidades”, justifica.
William começou a surfar em 1984, quando passou a freqüentar as praias de Bertioga, no litoral paulista. Dois anos depois, inaugurou a fábrica de pranchas Atlântico Surfboards.
Há oito anos, Woo ingressou na vida pública, começando como vereador, época que, segundo ele, “tinha tempo para surfar”. Eleito deputado federal com mais de 113 mil votos, mudou-se para Brasília e se distanciou das ondas.
Agora, William Woo trabalha para melhorar a vida da população, sem esquecer da comunidade surf. Segundo ele, é difícil apresentar um projeto de lei que seja eficaz para esse público, mas afirma que deseja incentivar e fomentar cada vez mais o esporte.
“Minha opção pela vida pública nasceu da vontade de contribuir para criação de melhores condições de segurança, discutindo ações e apresentando projetos políticos nesse sentido. Tento buscar um pouco dessa energia dos surfistas e levar para o meu trabalho político”, revela.William Woo, candidato a deputado federal este ano, conversou com o Ibrasurf sobre sua relação com o surf, sobre seus projetos em andamento na Câmara dos Deputados e sobre a vontade de criar leis para facilitar a vida dos surfistas. Confira a entrevista.
Quando você começou no surf? Foi influenciado por alguém?
Comecei a surfar os 14 anos, em Bertioga, litoral norte de São Paulo, por influência do saudoso amigo Álvaro, que me emprestou a primeira prancha. Dois anos depois, já tinha uma fábrica de pranchas de surf, chamada Atlântico.
Em quais lugares já surfou no Brasil e no mundo?
Já surfei em diversos lugares. Destaco as melhores e inesquecíveis quedas: Maresias (SP), Prainha Branca (SP), Juréia (SP), Prainha (RJ), Ferrugem (SC), Prainha (BA), e Cacimba do Padre (FN), no Brasil. No exterior, conheci Japão, Havaí, Peru, mas não esqueço Pavones, na Costa Rica, e Santa Catalina, no Panamá. Foram dias de sonhos de surf!
Como concilia a vida em Brasília com o esporte, já que está tão longe do mar?
Está impossível. Brasília me afastou do litoral e nos finais de semana, pelo cargo que me foi confiado, acabo visitando diversos municípios no estado de São Paulo, chegando a percorrer mais de 1.000 km somente em dois dias.
Há preconceito entre os outros políticos por você ser surfista?
De forma nenhuma. Existem diversos surfistas e admiradores do esporte. Outro dia fiz um discurso parabenizando a Maya Gabeira pelo tricampeonato no prêmio do Billabong XXL nas ondas grandes e Silvana Lima pela vitória no Rip Curl Pro 2009. Como sabem, a Maya é filha do deputado federal Fernando Gabeira.
Existe algum projeto em relação ao surf em andamento na Câmara?
Atualmente tenho um projeto de lei em andamento na Comissão de Viação e Transportes da Câmara que inclui pranchas de surf entre os itens de bagagem comum nas viagens aéreas. Os praticantes de surf, inclusive os profissionais, são obrigados a pagar separadamente pelo embarque de suas pranchas, que são consideradas bagagem especial, e muitas vezes isso não lhes dá a garantia que seu equipamento estará em segurança.
Paralelamente, no entanto, tenho incentivado e arrumado recursos para campeonatos nacionais e internacionais, como o Paulista e o Brasileiro Universitário do Ibrasurf, além de um projeto de surf na China, na Pororoca do rio Quintang, com o surfista Sergio Laus, realizado em 2009.
Qual é a sua relação com o Ibrasurf?
Além do profissionalismo da entidade em prol do esporte, a iniciativa de incentivar o surfista com estudo universitário é pioneira, o que a diferencia de todas as outras entidades.
Qual o retorno que investir em eventos de surf te traz?
O retorno principal é que me mantém próximo ao esporte. Devido à agenda atribulada, me satisfaço por meio das revistas especializadas, sites e vídeos para matar a sede. O envolvimento com campeonatos me traz toda a energia que o mundo do surf tem, e que só os verdadeiros surfistas conseguem sentir.
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